quarta-feira, 5 de junho de 2013

Carta III



Carta escrita a 15 de Maio de 1522, desta feita elaborada porJulián de Alderete, Alonso de Grado e Bernardino Vázquez de Tapia.
Segundo o autor, esta carta irá tratar “De las cosas sucedidas y muy dignas de admiración en la conquista y recuperación de la muy grande y maravillosa ciudade de Temixtitan, y de las otras províncias a ellas sujetas, que se rebelaron. En la cual dicha ciudad y dichas províncias el dicho capitán y españoles consiguieron grandes y señaladas vitorias dignas de perpetua memoria. Asimismo hace relación cómo han descubierto el mar del Sur y otras muchas y grandes províncias muy ricas de minas de oro, perlas y piedras preciosas, y aún tiene noticia que hay especiaria”18.
Antes de iniciar a narração justifica o atraso no envio da carta transacta, que acabou de ser escrita a 30 de Outubro de 1520, porém só foi enviada a 5 de Março de 1521. Justifica que este acontecimento ficou a dever-se ao mau tempo evidenciado, o qual não permitiu a saída do barco do porto.
Esta carta é de cariz mais bélico, já que descreve de forma mais pormenorizada as guerras que se realizaram até então, dando maior foco à vitória na batalha de Otumba, na forte repressão feita aos Tepeacas revoltosos e à conquista definitiva da grande cidade de Tenochtitlan, que foi feita através de um cerco à cidade19. Neste cerco foram preciosos os Bergantines, que foram construídos à pressa visando este fim, e a ajuda dos seus aliados Tlaxcaltecas. Como referi, esta é uma carta militar com referência a muitos pormenores. Assim sendo, pormenoriza a distribuição das forças militares e dos seus capitãoes ao longo destas batalhas, tendo um maior foco no cerco efectuado à cidade de Tenochtitlan. Para além da distribuição das forças militares também exalta os feitos dos espanhóis nestas longas batalhas, nomeadamente de dois conquistadores, Gonzalo de Sandoval e Pedro de Alvarado20.
Para além de exaltar os feitos destes dois Espanhóis, quase que diviniza Cristóbal de Guzmán, o seu salvador. Salvador na medida em que se não fosse a acção deste bravo guerreiro, que literalmente toma o lugar do seu capitão, Cortez teria sido capturado e futuramente sacrificado pelos Aztecas. Este acontecimento decorreu numa escaramuça que ocorreu em Tenochtitlan.
Ainda antes de sair do prisma militar, Cortez alude à tomada de Tlatelolco e à captura de Cuauhtémoc, o último tlatoani de Tenochtitlan. Assim que acaba a narrativa relativamente a estes dois episódios, Cortez refere uma nova expedição levada a cabo pelo governador da Jamaica, Francisco de Garay. Para além desta nova investida por parte deste governador, há também a tentativa de envenenamento de Cortéz, por parte de Antonio de Villafaña, um apoiante de Diego Velázquez. No entanto, esta tentativa correu mal e o pressuposto homicida acabou condenado à morte.
 No final da carta é pedido ao imperador e Rei de Espanha que envie pessoas para ajudar na governação do território. Este pedido ficou não só a dever-se à vastidão do território como também à dificuldade de manter a ordem entre os indígenas que são mais difíceis de controlar e que precisam de ser cristianizados e educados, para poderem começar a ser usados no trabalho das fazendas.
Esta carta é enviada para o reino pela mão de Alonso de Ávila e Antonio de Quiñones, juntamente com o quinto do Rei. Mas, os tesouros nunca chegaram à Península Ibérica, uma vez que o navio que os transportava foi atacado, enquanto passava ao largo das ilhas dos Açores, e capturado por um corsário Francês, cujo capitão era o famoso pirata Jean Fleury.

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