Hernán Cortés ou Fernando Cortés3 era um
pequeno fidalgo que nasceu na Estremadura Espanhola, por volta do ano de 1485. Aos
catorze anos deu entrada na universidade de Salamanca, para cursar direito e
latim, contudo veio a regressar à sua terra natal, Medellin, sem concluir os
seus estudos.
Até completar dezanove anos trabalhou como escrivão
na corte de Valladolid, e no ano de 1504, deixando para trás a Península
Ibérica, partiu para o Novo Mundo, em busca de fama e riqueza.
Chegado a Cuba integrou uma missão em busca de ouro,
a qual lhe correu de feição e, em reconhecimento, o governador de Cuba, Diego
Velázquez, atribui-lhe uma fazenda bem como os respectivos escravos, por forma
a que Cortez se pudesse fixar como colono.
No ano de 1511, Cortés participou numa nova
conquista na ilha de Cuba. Em virtude do seu desempenho nesta demanda foi
presenteado com o cargo de secretário de Velázquez, e pouco tempo depois foi
nomeado como senhor de Santiago de Baracoa. Após esta missão, Cortez decidiu ir
residir para a zona de Santiago, no sul da ilha de Cuba, onde acabou por se
casar com Catalina Zuárez4.
Hérnan Cortez ficou nesta zona de Cuba até ao ano de
1518. Foi neste ano que Diego Velazquez convidou Cortéz para assumir o comando
de uma expedição que tinha como objectivo a busca e a colecta de ouro. Contudo,
esta simples demanda em busca de ouro rapidamente se tornou numa conquista de
todo o território Azteca, que durará até cerca do ano de 1521.
Após a conquista do México, Cortez passou a ocupar o
cargo de Vice rei da “Nueva España”, ocupando este cargo até meados de 1564.
Em 1529, verificou-se o regresso de Cortez à sua
pátria, onde se reúne com o Imperador Carlos V, o qual lhe atribuiu o título de
marquês del Valle de Oxaca. Em 1530 regressou ao México e ainda concretizou
três expedições, todas elas ao largo do Oceano pacífico ou Mar del Sur.
Muitos historiadores acham que foi numa destas
expedições que se descobriu a Califórnia. Após estas expedições decidiu voltar
para a Península Ibérica, onde permaneceu até à data da sua morte, que ocorreu
em 1547.
Cortéz sempre se evidenciou como sendo muito astuto
e dotado de uma inteligência acima da média, o que lhe permitiu decidir sempre
da forma mais correcta. Aliado a esta astúcia e inteligência junta-se um
catolicismo fervoroso. É este sentimento que motiva Cortez a querer converter
os indígenas à verdadeira doutrina5, acabando assim com as práticas
religiosas que estes detinham, que segundo Cortez eram práticas dignas de um
Deus malvado.
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