Carlos V, então somente Carlos, nasceu em
1500, na província de Gand, nos Países Baixos, e era filho de Filipe, o Belo, Duque
da Borgonha, senhor da Flandres e Arquiduque da Áustria, e de Joana, a Louca,
filha dos Reis Católicos. Tinha como avós paternos o Imperador Maximiliano I e
Maria da Borgonha e como avós maternos os já referidos Reis Católicos.
No ano de 1506, Felipe, O Belo, faleceu e Fernando
de Aragão iniciou uma regência6 que durou até ao ano de 1516, data da morte do Rei
Católico. É portanto nesta altura que Carlos, é coroado, ainda nos Países
Baixos, Carlos I rei de Espanha e de todos os territórios que lhe estão inerentes, ou seja, Países
Baixos, Franco Condado, Castela, Aragão, as terras do Novo Mundo, o reino de
Nápoles, da Sicília e portos no Norte de África7.
Dois anos depois de chegar a Castela teve de partir
para a Alemanha, onde irá ser eleito Imperador, eleição esta que ganha a
Francisco I, rei de França. Após esta eleição teve de lidar com as revoltas dos
Comuneros em Castela. Como era detentor de um império onde o sol nunca se põe viu-se
obrigado a ser um Rei itinerante, uma vez que tinha de viajar por todo o seu
território.
Carlos teve ao longo do seu reinado inúmeras
vitórias, das quais se destacam a vitória na batalha de Pavia, em 15258,
Conquista de Tunes em 1535, vitória de Mühlberg, em 1547, que foi um ataque
direccionado à liga protestante alemã e, por último, a conquista de inúmeros
territórios em solo Americano. Estas conquistas no Novo Mundo ficaram a dever-se
em grande parte a Hérnan Cortez.
Porém, o seu reinado não foi constituído só por vitórias
uma vez que, ao longo do mesmo, sofreu três grandes derrotas, sendo elas: não
recuperar a Borgonha à França; não destruir o Império Otomano e não
reconstituir a unidade católica na Alemanha.
Depois da morte da sua mulher, a famosa Imperatriz
Isabel de Portugal, Carlos viu-se assolado por uma letargia e desilusão enorme,
que se traduzirão na abdicação do título de Rei de Espanha em detrimento do seu
filho, no ano de 1556, e na renúncia ao cargo de Imperador a favor do seu irmão
Fernando, no ano de 1558. Após a abdicação dos seus cargos, retirou-se para a
humilde localidade de Yuste, onde fica até ao fim dos seus dias.
Apesar de ter sido um Rei extremamente valoroso no
panorama das batalhas e das reformas político administrativas, foi a panóplia
de territórios que detinha que lhe deram o poder e a força tão grande que teve.
Assim foi criado o mito de Carlos V, o rei que
detinha o “império onde o sol nunca se põe”6.
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