quarta-feira, 5 de junho de 2013

Biografia de Carlos V



Carlos V, então somente Carlos, nasceu em 1500, na província de Gand, nos Países Baixos, e era filho de Filipe, o Belo, Duque da Borgonha, senhor da Flandres e Arquiduque da Áustria, e de Joana, a Louca, filha dos Reis Católicos. Tinha como avós paternos o Imperador Maximiliano I e Maria da Borgonha e como avós maternos os já referidos Reis Católicos.
No ano de 1506, Felipe, O Belo, faleceu e Fernando de Aragão iniciou uma regência6 que durou até ao ano de 1516, data da morte do Rei Católico. É portanto nesta altura que Carlos, é coroado, ainda nos Países Baixos, Carlos I rei de Espanha e de todos os territórios  que lhe estão inerentes, ou seja, Países Baixos, Franco Condado, Castela, Aragão, as terras do Novo Mundo, o reino de Nápoles, da Sicília e portos no Norte de África7.
Dois anos depois de chegar a Castela teve de partir para a Alemanha, onde irá ser eleito Imperador, eleição esta que ganha a Francisco I, rei de França. Após esta eleição teve de lidar com as revoltas dos Comuneros em Castela. Como era detentor de um império onde o sol nunca se põe viu-se obrigado a ser um Rei itinerante, uma vez que tinha de viajar por todo o seu território.
Carlos teve ao longo do seu reinado inúmeras vitórias, das quais se destacam a vitória na batalha de Pavia, em 15258, Conquista de Tunes em 1535, vitória de Mühlberg, em 1547, que foi um ataque direccionado à liga protestante alemã e, por último, a conquista de inúmeros territórios em solo Americano. Estas conquistas no Novo Mundo ficaram a dever-se em grande parte a Hérnan Cortez. 
Porém, o seu reinado não foi constituído só por vitórias uma vez que, ao longo do mesmo, sofreu três grandes derrotas, sendo elas: não recuperar a Borgonha à França; não destruir o Império Otomano e não reconstituir a unidade católica na Alemanha.
Depois da morte da sua mulher, a famosa Imperatriz Isabel de Portugal, Carlos viu-se assolado por uma letargia e desilusão enorme, que se traduzirão na abdicação do título de Rei de Espanha em detrimento do seu filho, no ano de 1556, e na renúncia ao cargo de Imperador a favor do seu irmão Fernando, no ano de 1558. Após a abdicação dos seus cargos, retirou-se para a humilde localidade de Yuste, onde fica até ao fim dos seus dias.
Apesar de ter sido um Rei extremamente valoroso no panorama das batalhas e das reformas político administrativas, foi a panóplia de territórios que detinha que lhe deram o poder e a força tão grande que teve.
Assim foi criado o mito de Carlos V, o rei que detinha o “império onde o sol nunca se põe”6.

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